Pessoas versus Tecnologia

 

No desafio da transformação digital, as organizações têm de ter atenção que as pessoas estão no centro dos negócios.
As empresas estão muito conscientes do paradigma em que nos encontramos – em plena quarta revolução industrial – e entendem que é necessário tomar a iniciativa para acompanhar este acelerado processo, falta um novo esforço para, em vez de reagir à urgência, dominar e liderar este incomparável tempo de transformação.
A transformação digital implica repensar toda a actividade da organização de forma a fazer a adaptação à nova realidade. A pergunta que os empresários/gestores devem fazer é: como pode a minha organização servir melhor os seus públicos internos e externos neste novo mundo digital? Apesar desta reflexão já ser uma realidade nas empresas de maior dimensão, uma grande parte do nosso tecido empresarial, formado na sua maioria por pequenas e médias empresas, deve prosseguir na sua rápida tomada de consciência das mais valias ou, se preferirem, dos perigos em não embarcar nesta viagem.

Neste desafio a organizações têm de ter em atenção ás pessoas pois, são elas o centro da equação. Não é primordial se utilizamos mais ou menos a tecnologia. O importante é que as organizações estejam mais preparadas – cognitiva, emocional e moralmente – para enfrentar o presente e o futuro, relacionando-se de forma relevante com as “suas” pessoas: clientes, fornecedores, parceiros, colaboradores e com a sociedade em geral.

A transformação digital é associada a vantagens como a economia dos custos, a agilização de processos, as oportunidades de integração. Mas os aspectos colectivos e sociais da transformação digital a que esta nos coloca a todos, mais vulneráveis do ponto de vista de segurança e, por consequência, de confiança, dois pilares basilares para qualquer individuo ou organização.

A transformação humana em curso passa muito pela sensibilização dos líderes e agentes socio económicos na revisão da matriz dos valores que guiam a nossa conduta individual e colectiva. A preservação da essência humana e a sobrevivência da humanidade não pode ser colocada em causa pela nova era tecnológica.

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